Login
Artigos Semanais
O PROBITISMO
23/09/2015

A impaciência e o orgulho são agentes estimulantes da ira.
Que é o Probitismo? O Mestre Samael o define da seguinte maneira:

- Probitismo é o estudo das essências mentais que encarceram a Alma. Probitismo é aquela sabedoria interna que nos permite estudar os cárceres do entendimento. Probitismo é aquela ciência pura que nos permite conhecer a fundo os erros das mentes individuais.

Probitismo é a ciência das provas esotéricas.
A mente humana deve liberar-se do medo e dos apetites; nenhuma atuação nossa deve se sujeitar ao temor. A mente humana deve libertar-se das ânsias de acumulação, apegos, ódios, egoísmos e violências. A mente deve libertar-se dos processos de raciocínios que a dividem no batalhar das antíteses; uma mente dividida pelo processo deprimente da opção, não pode servir de instrumento ao Ser, aquilo que vai além da mente.
Temos que mudar o processo de raciocínio pela beleza da compreensão. Para podermos compreender alguém, temos que saber nos colocar sob o ponto de vista dos demais. O processo da eleição conceitual divide a mente e ali nasce a ação errada e o esforço inútil. É por essa razão que o Mestre Samael não gostava dos debates, porque deles só nascem o esforço inútil e a per¬da de nossa energia mental.

O desejo dos apetites é uma trava para a mente. Eles conduzem o homem a toda classe de erros. O medo exerce sobre a mente o desejo de segurança. Porém, que tipo de segurança queremos? Comumente nas coisas exteriores como bens, papéis, títulos etc.. Porém, a crua realidade é que a verdadeira segurança está no KI, ou em nosso espírito interior.

Um grupo de três Lamas, numa ocasião, foi enviado do Tibet para que encontras-se a\\\"Couraça do Super-Homem\" que protegia o seu possuidor de todos os tipos de perigos externos. Percorreram os cinco continentes, mas não a encontraram.

Quando regressaram ao seu templo nas Montanhas do Tibet, prostraram-se ante seu Mestre, cheios de intensa tristeza, expressando-lhe que não haviam encontrado a tão procurada couraça, ao que o mestre deles respondeu: - “Vocês foram muito tolos, porque foram buscá-la no exterior, no planeta, mas esta couraça é vosso SER. Aquilo, isto que não tem nome. Isso que vai mais além da mente\".

O desejo de segurança escraviza a vontade, converte-a em uma prisioneira de uma cela inescapável, dentro da qual se escondem todas as misérias humanas. O medo traz toda classe de complexos de inferioridade, porque nos faz sentir pequenos. Quem é que nos faz sentir pequenos ante nossos semelhantes? Quem é mais poderoso, você ou eu? Querido leitor, acaso sou mais poderoso que você? Pelo simples fato de escrever esses conhecimentos que são de um Mestre de sabedoria? Onde está minha superioridade? E onde está a sua?

O mesmo Mestre Samael me dizia que ele não se sentia superior a ninguém e que de to¬dos tinha o que aprender.
O medo da morte faz com que os homens se armem e se matem uns aos outros. O homem que carrega um revólver no cinto é um covarde; o valente não carrega armas porque não teme a nada. Todos, os diferentes medos engendram em nossa psique o complexo de inferioridade.

A mente humana vive de cárcere em cárcere, e cada cárcere é uma religião, um conceito, uma teoria, um desejo, uma opinião, um dizer. A mente humana deve aprender a fluir serenamente de forma integral, sem o processo doloroso dos raciocínios que a dividem no batalhar das antíteses. Devemos viver sempre o presente, porque a vida é somente um instante eterno. Temos que nos libertar de toda a classe de conceitos e de ciúmes, para vivermos unicamente sob os impulsos do SER.

A cobiça, a ira e a luxúria têm sua guarida na mente e todos os elementos negativos conduzem a Alma ao abismo. O homem não é a mente, a mente é tão somente um dos quatro corpos de pecado, quando o homem se identifica com a mente, vai ao abismo. A mente é um burrico que devemos montar para entrar na Jerusalém Celestial.

Pessoalmente, tive que viver as terríveis consequências dos grilhões da mente, o complexo de inferioridade me teve preso durante vários anos de minha adolescência, porém, graças à psicologia revolucionária, pude me libertar. O trabalho mental foi multo simples:

1 - Todos os dias fazer retrospecção buscando as origens do complexo;

2 - Enfrentar as circunstâncias que estimulam o complexo;

3 - Escutar música muito suave nos momentos de retrospecção;

4 - Escutar música de força como as Sinfonias de Beethoven, principalmente quando a mente quer fazer-nos cair no batalhar das antíteses;

5 - Não perder a energia criadora, e praticar diariamente o pranayama (ver o livro Amarelo, de Samael Aun Weor) e suplicar-lhe a esse poder superior à mente, que é a Divina Mãe Kundalini, para que nos ajude na eliminação do complexo.

Trecho do Livro Além da Mente de Fernando Salazar Banõl

Data
Artigos
As páginas deste site são acompanhadas com músicas que elevam a consciência.