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Artigos Semanais
MUDANÇA DE PARADIGMAS
09/09/2015

Todos devemos ser a mudança que desejamos ver no mundo

Por: Fernando Salazar Bañol


Você não pode ser tímido nem indiferente se deseja chegar a sobreviver neste novo milênio. A coragem para mudar os paradigmas será o quesito mais importante no século XXI.

Iniciamos esta matéria de uma forma diferente. Você sabe o que é um paradigma? Pense em uma definição. Se não tiver um conceito claro, ao final da leitura deste artigo você terá uma visão clara e prática de seu significado.
A seguir, solicitamos a você que pense em três paradigmas que gostaria de mudar, no pessoal, no social e no espiritual.
Se estiver acompanhando nossas indicações, lhe felicitaremos porque você já está saindo do paradigma teórico para o experimental.

Ótimo... Até este parágrafo conseguimos estabelecer uma comunicação fora do comum. Mudamos o paradigma de uma leitura passiva para uma ativa, e nós o motivamos à ação.

Ah, nesse momento sua corrente cerebral começa a acelerar-se e sua curiosidade já disparou. E está ansioso em conhecer os novos paradigmas que irão mudar sua vida.

Bem, conseguimos que você chegasse até aqui... Mas, se gosta de desafios, convidamos você a nos acompanhar até o final.

Ops!!! Quase nos esquecemos de lhe dar uma pequena pista bem simples sobre o significado de Paradigma, que é: Modelo ou padrão de referência.
Agora, convidamos você a armar em sua mente o novo cenário do quebra-cabeças mundial. As peças ou paradigmas são os seguintes:
Você sabe quem teme o século XXI? Praticamente todos!!! O paradigma é que agora o novo é velho., a novidade é antiquada.

Calma, calma... Que o pânico não se espalhe...É normal que a maioria das pessoas sinta medo do desconhecido. Mas, esse medo pode ser compreendido, devido a que a base fundamental de todos os fantasmas do temor reside na ignorância. Estudando e compreendendo os fatos, caçaremos e nos liberaremos dos temores.
Porém, como estamos condicionados pelo paradigma do “light”, deixamos de ser pessoas profundas. Ah... este é também outro paradigma, não é verdade?

Seguindo a dinâmica destes pensamentos, pergunto: você está disposto a mudar seus paradigmas? Sem ser um paranormal, intuo que sim, e que você tem coragem para enfrentar os novos desafios do terceiro milênio.
Vamos meter a mão na massa, ou melhor, nas peças do quebra-cabeça, e analisemos sinteticamente os novos paradigmas que nos esperam nas estradas de nossa aldeia global.


O Paradigma do Ecumenismo
Como assessor de recursos humanos, um dos paradigmas que mais me chamou a atenção, quando participei como conferencista no I Fórum Mundial Espírito e Ciência, realizado em Brasília, ano 2002, foi o de observar que a LBV propõe “um Ecumenismo total, que não pressupõe despersonalização”. Para compreender melhor este paradigma de Ecumenismo, transcreverei diretamente as palavras de Paiva Netto:
“Quando falamos da união de todos pelo bem de todos, alguns podem atemorizar-se, pensando na capitulação de seus pontos de vista, na aborrecida monotonia de uma adesão despersonalizada, o deplorável automatismo humano”.
“É importante que sigam existindo diferenças de pensamento, porém conciliadas e sem perder suas características próprias”. A preocupação da LBV é guardar o respeito devido a todas, ao Capital de Deus, ou seja, o Ser Humano (com seu Espírito Eterno). As diferentes culturas são complementares, não opostas.
“Ponhamos um exemplo simples, prático e taxativo: imagina-se um mundo feito só de mulheres? Ou, ainda pior, só de homens?”
Muito interessante. E que tal se tentarmos neste ano mudar o paradigma do “contrário” pelo “complementar”?

Paradigma: Educação e Espiritualidade
Por três anos estive trabalhando na vide produtora de Atílio Spinello (o câmera oficial de Sai Baba). Nesse período participei na realização e gravação de dez documentários. Durante este tempo me submergi profundamente na sabedoria de Sathya-Sai, e o que me chamou a atenção foram os direcionamentos sobre o novo paradigma da educação que caracterizará este milênio. Para ajudar na colocação das peças de nosso quebra-cabeça, transcrevo algumas de suas relevantes palavras:
“O real progresso está em melhorar a qualidade e os padrões de ensino (...) No sistema educacional atual, o elemento espiritual não tem lugar (...) A educação não deve se satisfazer em apenas construir um homem a partir de si mesmo, mas deve ajudá-lo a manifestar sua divindade latente”.

Paradigma da Oportunidade Tecnológica
No ano 2002 tive a oportunidade de conhecer o senhor Elcio Viotto, a quem considero um profissional no mundo espiritual e um agente de câmbio. Em um de nossos diálogos, quando organizávamos o seminário “Mudanças de Paradigmas”, ele me deu a conhecer uma síntese da visão do Sr. Harry Simonsen Jr. (presidente da Simonsen Associados) sobre o paradigma da Oportunidade Tecnológica:
“O fator fundamental de todo progresso tecnológico-humano, de qualidade de vida, mesmo espiritual, são as pessoas, as gentes. Entendo que esse é o papel da LBV no aperfeiçoamento dos cidadãos, dando significado à sua existência e à sua atividade, o que é fundamental para que se tenha uma absorção produtiva da tecnologia que está cada vez mais disponível. Aliás, não se trata de um bem disponível: a tecnologia invade nossas vidas, quer queiramos quer não”.

Paradigma da Gestão Para Solidariedade (GPS)
Quando li em um importante jornal de São Paulo uma matéria que mencionava minha nomeação como Embaixador Honorário da LBV para a América Latina, ao lado do comentário observei, em destaque, este título: “LBV é modelo de gestão no Terceiro Setor”.

A notícia dizia assim: “A revista Exame, edição 725, publicou um excelente artigo “Aquele algo mais”, de Heverton Anunciação, consultor em tecnologia”. O autor apresenta uma nova tendência, denominada “Gestão para a Solidariedade”, que promete revolucionar o paradigma da administração das empresas neste milênio.
Heverton afirma que o sucesso deste paradigma inovador implica adicionar à direção de empresas um diferencial encontrado somente no Terceiro Setor. ““ Em seu texto ele cita José de Paiva Netto, com seu tino para o social e quase 30 anos de especialização no modelo de gestão participativa”, como referência do que as organizações de promoção humana e social têm a ensinar sobre o gerenciamento”.

O Paradigma muda tudo por fora, porém quase nada por dentro do homem
Consideramos que a peça mais importante que falta em nosso quebra-cabeça é a da “mudança interna” do homem. Este é o maior desafio. Todo câmbio no exterior é relativamente fácil. Ao ser humano não se lhe pode fazer mudar seus modelos mentais, ajustando algum parafuso o pondo-lhe outro microchip.
Samael Aun Weor, pioneiro da Gnose sobre este particular dizia: “Necessitamos sair do ‘sonho hipnótico’, mas como sair se estamos satisfeitos com nossos velhos hábitos mentais y sentimentais, nossos sistemas de raciocinar, costumes adquiridos pela herança ou pela família? Se não mudamos, simplesmente estamos perdendo a vida. Quando mudamos de verdade, originam-se câmbios interiores que transformam o mundo exterior”.

Felicitações, você chegou ao final de nosso desafio e se encontra nas linhas finais. E pressentimos que na chegada a esta meta – porque você vai empreender outros desafios –, se perguntará: E quais são os requisitos para a mudança? Nossa resposta seria: Desaprender, abandonar as velhas práticas, e, principalmente, seguir o conselho do Mahatma Gandhi: “Todos devemos ser a mudança que desejamos ver no mundo”.

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