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Artigos Semanais
Série Mistérios Atlântida I, o Paraíso Perdido
10/12/2014

Nada sabemos de nossos mais remotos antepassados. Pouco a pouco vão saindo à luz restos de culturas milenares que possuíam alguns conhecimentos científicos extraordinários. Porém um dia ocorreu uma catástrofe de enormes dimensões, que as varreu da face da terra. O mais alarmante de tudo é que talvez seja exatamente esse, o destino que nos aguarda.
Se então existem muitas civilizações que parecem ter desaparecido sem deixar rastro, a mais popular de todas elas não resta dúvida de que é a Atlântida.

Pese a isso todos os relatos mais ou menos fantásticos que povoam as bibliotecas de todo o mundo relativos ao tema, existem uma série de documentos que não podem ser deixados de lado. Iniciando pelo primeiro de todos os conhecidos, devido a um dos escritores de mais prestígio de todos os tempos. Platão, a quem se tem por um dos grandes gênios da história, dedicou a este tema três de seus Diálogos, dos quais infelizmente somente nos chegaram dois, "Timeu" e "Critias", sem que se saiba a ciência certa se o último da trilogia, correspondente ao relato de Hermócrates, chegou a ser escrito alguma vez ou se pelo contrário permaneceu inédito.

Disse Timeu que ouviu contar esta história a Solón, um dos sete sábios da Grécia, quem por sua vez havia escutado dos lábios de um sacerdote egípcio em Sais. O começo do relato não poderia ser mais catastrófico: os homens já haviam sido destruídos e o tornaram a ser de muitas maneiras. A última, e talvez a mais dramática das vezes, havia ocorrido 9.560 anos antes da narração. Naquele tempo, mais além das Colunas de Hércules, existia uma ilha do tamanho de um continente, mais extensa que a Líbia e a Ásia Menor juntas, à qual chamaram Atlântida em honra de seu primeiro rei e fundador, Atlas, filho de Poseidon. Do contexto se desprende que estava no meio do oceano, e que se tratava de um arquipélago, pois se afirma que saltando de uma a outra ilha se podia passar de um continente a outro. Na repartição do mundo que fazem os deuses, a ilha correspondia a Poseidon, senhor dos mares. Ali habitava um dos homens que originalmente havia nascido da Terra, Eveneor, convivendo com uma mortal, Leucipa, com a qual havia tido uma filha, Clito, de extraordinária beleza.

Ao morrer seus pais, Poseidon a desejou e uniu-se a ela, nascendo uma série de filhos com os quais seria populada a ilha, sob o reinado do primogênito Atlas.

Para proteger a seus filhos e separar a sua amada do resto dos mortais, o deus decide fortificar o território por meio de um canal de cem metros de largura, outro tanto de profundidade e dez quilômetros de comprimento, que conduzia a outro canal interior, que fazia às vezes de porto, no qual puderam ancorar os maiores navios da época. Em seguida foram abertas eclusas para atravessar os outros dois cinturões de terra que rodeavam a cidadela situada na ilha central, de forma que somente poderia passar um navio de cada vez. Estes canais estavam cobertos com tetos, pelo que a navegação se fazia por baixo da superfície, que estava elevada com relação ao nível do mar.

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Enio Chiappetti

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