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Artigos Semanais
Série Mistérios Causos sobre o Triangulo das Bermudas 1
19/11/2014

Este texto foi retirado do livro “Lugares Misteriosos” Editora Time-Life Livros.

No dia 04 de dezembro de 1970, Bruce Gernon Jr., pilotava seu pequeno avião Beechcraft Bonanza tendo seu pai como co-piloto. Logo após terem decolado das Bahamas com destino a Palm Beach na Flórida, avistaram uma estranha nuvem em forma de charuto. Gernon disse ter acelerado abruptamente seu avião a fim de desviar daquela espessa nuvem, mas mesmo assim a nuvem veio a seu encontro e o envolveu.

Dentro dela ele disse ver um pequeno túnel, onde tentou mergulhar na esperança de sair no céu claro que ele via ao final. Mas aquela não era uma nuvem comum. As paredes dentro dela eram de um branco resplandecente com pequenas nuvens brancas girando no sentido horário, lá dentro o avião pareceu ganhar velocidade e durante alguns segundos, Gernon e seu pai experimentaram uma sensação de falta de peso.

Em seguida o avião saiu daquele túnel e entrou numa névoa verde esbranquiçada e não no céu azul que ele via no final do túnel. Gernon entrou em pânico, pois não conseguia descobrir sua posição, a bússola girava em sentido anti-horário. O equipamento de navegação deixara de funcionar e ele não conseguia restabelecer contato com as estações de radar em terra.

No meio daquela névoa, Gernon avistou uma ilha e calculou pelo tempo de vôo que fosse Bimini. Mas para sua surpresa acabou constatando que se tratava de Miami Beach. O que deveria ser praticamente impossível, pois ele voara um pouco mais da metade do tempo previsto. Depois de pousar em Palm Beach, Gernon conferiu o relógio e constatou que havia gasto menos de 45 minutos numa viagem que levaria no mínimo uma hora e quinze minutos, ele também constatou que havia gasto 12 galões de combustível a menos do que o normal.

Seriam Gernon e seu pai sobreviventes do temível Triângulo das Bermudas? Será que os dois tiveram uma rápida viagem no tempo? Ou a nuvem em formato de charuto seria uma nave alienígena e ambos foram vítimas de uma abdução?...
Esta zona está delimitada por um triângulo imaginário cujos vértices estão situados nas Bermudas, em Porto Rico e numa zona do Golfo do México, a oeste da Flórida.

A lenda acerca do Triângulo das Bermudas começou pouco depois de cinco aviões da Marinha dos Estados Unidos (Missão 19) terem desaparecido em 1945 durante uma violenta tempestade, durante uma missão de treino. Pensou-se que mergulhadores tinham descoberto os aviões junto da costa européia mas a inspeção dos números de série mostrou que se tratava de diferentes aviões. A teoria mais lógica é que os instrumentos do aparelho que comandava a missão falharam (os aviões de treino não estavam equipados com instrumentos de navegação) e o grupo perdeu-se e simplesmente, embora tragicamente, ficaram sem combustível não longe de terra. Nenhuma força misteriosa parece estar envolvida para lá das forças da natureza. Os aviões da Missão 19 podem estar afundados em águas profundas e nunca mais serem encontrados.

Pedro Raul de Medeiros, escreveu que há séculos, e mais recentemente, determinada região atrai a atenção de curiosos e pesquisadores, um lúgubre lugar, um sítio de densa atmosfera e sombrias lendas: o Triângulo das Bermudas. Evitado por aviadores experientes e desprezado por pilotos céticos, a zona foi sempre muito pouco estudada. Um dos que notaram seus fenômenos de modo científico, foi o professor Wayne Moshejian, físico da Universidade de Longwood, Virgínia.

Observou que, a partir de 1975, satélites de órbita polar ANOA (Administração Nacional de Oceanografia e atmosfera), a uma altitude de 1500km, apresentavam defeitos apenas quando se situavam sobre a região das Bermudas. O prof. Wayne crê que haja algum tipo de energia externa sob a água ou um enorme campo magnético que apaga as fitas magnéticas nas quais as imagens são registradas, mas que por causa misteriosa, tal energia não interfere no padrão orbital do satélite.

Defeitos nos instrumentos são comuns na superfície marítima do Triângulo, situado no Caribe, antigamente batizado de Mar dos Sargaços devido à quantidade de algas e entulho submarino; pilotos de pequenas e grandes embarcações, assim como os de aeronaves comerciais falam de freqüentes mudanças de navegação por bússolas desorientadas, a ponto de isto ter se tornado uma piada entre profissionais.

Enio Chiappetti

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