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Artigos Semanais
Série Mistérios - Uma Lenda no Amazonas
06/08/2014

Quando estivemos, minha esposa e eu em viagem pela Amazônia, buscando fundamentos para nosso livro “A Vida na Terra e a Trajetória Humana” (2012) e por indicação de um amigo Mexicano, Fernando Salazar Bañol, procuramos sem sucesso por um índio de nome Tatunca Nara. Um personagem que rendeu uma história faraônica chamada de Crônicas de Akakor do escritor alemão Karl Brugger.

Este Sr. Brugger era um correspondente da rede de televisão alemã ARD na época. Ele visitou Tatunca Nara em Manaus e gravou a história em 12 fitas de áudio que resultou no livro, "The Chronicle of Akakor" 1976 (no original) "A Crônica de Akakor" na tradução, tornou-se um grande sucesso na Europa e conhecido em todo o mundo, a ponto de dar origem ao filme de aventura "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", de 2008, (O suposto índio aparece no filme, é o personagem que perdeu a memória) é sobre uma cidade submersa na selva Amazônica chamada Akakor e uma tribo indígena chamada Ugha Mogulala.

Segundo Tatunca Nara, sua civilização teria sido fundada em 13 mil a.C. por brancos de cabelo e barba negra azulada que vieram de um sistema solar chamado Schwerta (possivelmente relacionado ao alemão Schwert, "espada"), mas eram semelhantes a humanos exceto por terem seis dedos. Escolheram várias famílias humanas para serem seus servidores e com elas criaram o povo "Ugha Mongulala": Ugha significaria "aliado"; Mongu, "escolhido"; e Lala, "tribos". Os "deuses" tiveram relações sexuais com eles e por isso seu povo seria diferente dos demais indígenas do continente e teria pele branca, nariz bem delineado, pomos salientes e maçãs do rosto salientes. Naquele tempo, a terra era plana, não havia montanhas (como na concepção do mundo antediluviano por James Churchward - leia detalhes em Mu). As cidades mais importantes teriam sido Akakor, Akanis e Akahim. (fantasia.wikia.com)

A história é tão fantástica que chamou a atenção de nada mais nada menos do que o oceanógrafo Jacques Cousteau que contratou o próprio Tatunca como guia quando explorou a região com seu barco, o Calypso, em 1980. O Escritor Alemão ( que na verdade é Suíço) Erich von Däniken, 1935 (Eram os Deuses Astronautas) 1970, que aliás faz o prefácio do livro As Crônicas de Akakor e pessoalmente se embreou na Amazônia em companhia do escritor e de Tatunca, e mais uns amigos em busca da cidade perdida que sem sucesso e com mortes de amigos, um na selva e outro num apartamento no Rio de Janeiro, frustrados não encontraram a famosa nada.

Longe de terminar os mistérios que envolvem a Amazônia, muito é fantasia, esse mesmo Índio branco que procurei sem sucesso, sua história é muito fantasiosa, tal como no filme não fala coisa com coisa. Mas tal foi minha surpresa esta semana quando li um artigo que dizia: “O original existe, Tatunca está vivo?” do escritor Alexander Smoltczyk. Fiquei feliz por este jornalista ter encontrado o homem lenda que eu não pude conhecer pessoalmente, mas os mistérios não terminam por aí, só aumenta em virtude do desaparecimento de dezenas de pessoas que procuram por estas cidades perdidas na selva.

Nesta lista eu me lembro, tem o fabuloso coronel Fawcett, um militar da quadra pessoal da rainha da Inglaterra que soube desta cidade na Índia e desapareceu em 1925, que os irmãos Vilas Boas o conheceram pessoalmente. (Esta história contaremos em outro momento)

Outra pessoa a desaparecer foi John Reed, um jovem norte-americano. Isso foi no final dos anos 80. O suíço Herbert Wanner, um especialista em florestas, desapareceu em 1984. Mais uma pessoa a desaparecer foi Christine Heuser, uma instrutora de ioga de Kehl an Rhein, uma cidade no sudoeste da Alemanha. Ela também devorou a "Crônica de Akakor", e estava convencida de que tinha sido mulher de Tatunca Nara em uma vida passada. Ela o visitou no verão de 1986. Há uma foto que a mostra dependurada em um cipó, com o torso nu. (fantasia.wikia.com)

O próprio Karl Brugger, foi morto em plena praia do Rio de Janeiro em 1984 sem roubarem nada, e seu amigo num quarto de hotel e para terminar com esta lista interminável, esta história envolvia ainda um padre do Acre que diziam ser o único que conheceu a referida cidade, também foi morto por pessoas que buscavam um mapa que dizem nunca ter encontrado.

A própria revista veja notificou a expedição organizada por Däniken em 1977, que foi tema de uma reportagem em agosto de 1979, como a própria NASA investigou esta região fazendo fotos de pirâmides nunca encontradas.
Enio Chiappetti

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