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Artigos Semanais
A Verdade e a Falsa Verdade
25/06/2014

A verdade é algo real, enquanto a falsa verdade embora não seja uma mentira, é a má interpretação da verdade. Na realidade, uma ilusão do real. Como uma imagem refletida no espelho, parece ser real mas é somente uma imagem daquilo que é real. A falsa verdade é um reflexo enganoso e autoenganado da verdade.

Nós seres humanos somos lentos na compreensão entre a imperfeição e a perfeição. Isso gera impotência conflitante em que muitas vezes produz o erro. É a escolha, o livre arbítrio que nos leva à retidão ou ao engano. A contínua rejeição da verdade nos faz homens iníquos e a insistência na retidão, pode tornar-nos homens perfeitos.

Deus não criou o “pecado” nem o engano. Ele se potencializou na capacidade de escolha entre o bem e o mal. A escolha deliberada do indivíduo e a persistência no “pecado” e no erro constitui a iniqüidade.

Lembramos de que o mal é a transgressão inconsciente da verdade. Atribuímos como “pecado” a transgressão consciente da verdade e a iniqüidade como a transgressão voluntária, determinada de resistência contínua à verdade.
O grande problema da humanidade está na dificuldade de distinguir entre a verdade e a falsa verdade. Lembramos que a liberdade de escolha, quando não está alicerçada na consciência cai na licenciosidade e fica mascarada de liberdade e conduz à escravidão.

A liberdade verdadeira é baseada no auto-respeito, no controle de si próprio que conduz ao serviço altruísta. Na busca de ideais cuja recompensa é o progresso material, moral e espiritual de toda uma comunidade, um estado, ou país etc., e a falsa liberdade nos leva por meio do engano ao erro e, com o tempo torna-se destrutiva, prejudicando os outros. Com o tempo torna-se destruição ao próprio indivíduo. Essa atitude leva a afirmação de desejos insaciáveis, na exploração do outro visando o engrandecimento individual e egóico. Por outro lado, a liberdade verdadeira progressivamente se relaciona com a verdade e considera sempre a eqüidade social, a justiça, a fraternidade.

Não há erro maior do que a prática de enganar a si próprio, que acaba levando indivíduos inteligentes aspirarem o exercício do poder sobre os outros, privando-os de sua liberdade natural. Como é triste ver nossos irmãos, movidos pela vontade do ego, intrometer-se nos direitos dos outros a ponto de escravizá-los ou submetê-los a seus caprichos.
Vemos a falsa liberdade destruir, enganar, roubar, invadir os lares, provocando uma incerteza naquilo que é certo ou errado a ponto dos pais não saberem mais orientar os filhos, então o Estado intervém para nos mostrar a verdade. O que o Estado sabe sobre ela?

O livre arbítrio (a liberdade) serve para o indivíduo escolher o certo do errado, para não oprimir nem se autodestruir. Lembramos que “na verdade somos livres” e todos podem e devem ser livres. Portanto, a verdade é de direito do indivíduo e não o livre árbitro. O livre arbítrio só serve para escolher quando se quer a verdade, depois da escolha, não se pode mais interpretá-la nem especular, somente viver a verdade e com ela ser feliz.

Enio Chiappetti

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