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Artigos Semanais
Quem é o Cristo III
11/06/2014

Para entendermos o que é ou quem é o Cristo, vamos estudar a vida de Jesus, pois Ele foi o único ser que realizou toda a obra, desde a fecundação desta substância, até a morte e o nascimento eterno.

Falamos morte por que aprendemos que tudo o que nasce, antes deve morrer. Exemplificamos: Quando o ovo fica fecundado, (Chocado) deve ele desaparecer, para que com sua morte nasça o pintinho, embrião daquele ovo.

Cristo em nós habita como um embrião Áurico e devemos morrer na parte humana para que Ele nasça em nós, como nasceu em Jesus e como nasceu, pós pentecostes, nos apóstolos que logo explicaremos..

Jesus como ser humano se preparou, desde Seu nascimento físico, até o batismo do Jordão, quando João o Batista derramou água sobre a Sua cabeça. Ali fora fecundado aquele embrião do Cristo Universal, força e amor que tudo rege, que estava depositado em Jesus. Foi no batismo que se deu o advenimento da substância Cristo em Jesus. Ali fora fecundado o Cristo, naquele ser. Cristo agora habita dentro do corpo de Jesus e faz Sua obra.

Quando a obra estava pronta, já havia preparado seus apóstolos, eles eram homens comuns, Jesus um ser altamente evoluído, um ser estelar, mas seus apóstolos eram rudes, teve Ele o Cristo, muito trabalho para prepará-los, a fim de que pudessem receber ou serem fecundados com a substância cristo, o que sucedeu em Pentecostes.

Voltando a Jesus de Nazaré, após Sua obra redentora e salvadora, de livrar a terra do domínio de Lúcifer e dos anjos caídos, de haver empossado a Melkisedeque como regente deste mundo, ter perdoado as transgressões de todos os humanos, Sua obra estava completa. Ele Jesus tinha que desaparecer para dar lugar ao Cristo Universal. Morrer humanamente, para nascer para a eternidade. Somente assim podia Ele o Cristo, viver em nós.

Foi isso que aconteceu em Pentecoste, o Jesus morto, liberou o Cristo que descendeu sobre os apóstolos naquele dia e os despertou do sono humano que vem desde Adão e Eva. Quando nasce o Cristo em nós, se alteram todos os conceitos, visões e compreensões que tínhamos da vida antes. Os apóstolos estavam preparados para recebê-Lo e ao fazê-lo se sentiram modificados e despertos, curando e amando a todos. O que antes era impossível, pois eram cheiros de preconceitos que agora desapareceu.

Em nós, para que este fato se suceda, devemos morrer para as questões humanas, desejos, vícios, preconceitos, etc., para que com a morte destes defeitos, nasça o novo, aquele que está em nós desde a vinda de Jesus, está para a humanidade como esteve para os apóstolos, mas eles estavam preparados e nós devemos nos preparar.

Por tanto, devemos todos nós, nos prepararmos para ingressar na vida espiritual e fecundar o embrião Crístico que carregamos desde a vinda de Jesus e que está adormecido em nós. Quando fecundado, passamos a tratar todos os seres como se fôssemos nós mesmos, como iguais e não diferentes. É isso que passa a ver e compreender: cura para ser curado, sua cura está na cura do outro, ele se liberta ao se libertar é perdoado ao perdoar.

Os apóstolos passaram a viver em espírito e com o espírito num mundo de matéria. Eles viam o ultra das coisas, viam além das aparências, assim como vivem os espíritos, “livres” sem temor e cheios de amor. Viviam o paraíso na terra e quando Jesus andava com eles lhes dizia: “Não podeis ainda andar no paraíso, pois ele não está aqui. Mas podeis viver o paraíso, visto que ele se encontra em vosso coração”. Ali ele se encontra, mas após o evento de Pentecostes eles viviam o reino dos céus aqui na terra.

Assim como os espíritos livres, após a morte do corpo físico entram no céu, os apóstolos entraram no mundo espiritual, mesmo estando no corpo físico. Este é o “estado de graça” do qual se referia Jesus.

Jesus recebeu o Cristo, após o batismo e com Sua morte física, Cristo recusou o céu e passou a morar como substancia, no coração dos homens e mulheres, para salvar todo o planeta com seu impulso Crístico, depositado em nós.

A substância Cristo não estava entre os humanos antes de pentecostes. Somente com a morte de Jesus, se deu a vinda do Espírito da Verdade em nós. Que grandioso, agora todos nós temos esta substância vida, e vida “eterna” em nós. È por isso que se diz que “Jesus se sacrificou pela humanidade”. Foi em pentecostes que esse ato histórico e único se deu e uma vida nova a todo “homem de boa vontade”. E vem um Irineu, Clemente ou Inácio e querem discutir a filiação de Jesus, se Ele era ou não divino. Como raciocinar sobre isto que não tem razão de ser e que a única razão é a não razão?

Agora compreendemos o que é o Cristo?

Enio Chiappetti

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