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Artigos Semanais
Quem é o Cristo II
04/06/2014

Como falamos no artigo I, o Cristo se propagou pelo coração.... O que isso significa?

Por que o intelectualismo discutiu sobre Ele, mas não O entenderam, e os eruditos não O compreenderam? Irineu, Clemente, Inácio (180 D.C) e outros teólogos da época discutiram sua divindade, mas o que pode a razão compreender aquilo que não se pode raciocinar? Valentin, Basílides e Marcião, captaram a substância Cristo e isso custou a eles e todos os gnósticos da época, perseguições e a vida.

Quando do Concilio de Nicéia, promovido pelo Imperador Constantino, do qual se deu a criação da Igreja Católica Romana, se discutiu sobre a divindade de Jesus Cristo e se entendeu que Ele era o único filho de Deus feito da mesma “substância”, dividindo a divindade em três (Mistérios da Santíssima Trindade). Mas não entenderam de que substância se tratava e confundiram o corpo de Jesus com essa substância. Jesus como pessoa não era filho de Deus, mas sim de Maria e José. Mas Jesus, o Cristo, o Ser Espiritual que habitou aquele corpo, sim era o Cristo, a Substância vida que está em tudo, mas isso não foi compreendido nesse e em nenhum outro concílio.

Em verdade, os cristãos romanos foram os maiores inimigos do Cristo, visto que Cristo é a vida e eles mataram em Seu nome. Visto que Cristo é a paz e eles fizeram guerras em seu nome e crêem compreender e ser seus representantes. Nada entenderam do Cristo, porque Cristo não se entende.

Então quem é Cristo? Cristo não é uma pessoa é uma consciência, uma substância onisciente, onipotente, onipresente. Que substância é essa que os intelectuais discutiram, mas não captaram, que os eruditos nem sequer a compreenderam e os religiosos a ignoraram?

A razão não consegue raciocinar sobre aquilo que não tem razão e Cristo não é razão é existência; o intelecto não compreende isso que não se pode compreender, porque simplesmente “É”.

Cristo se propagou pelo coração e só pelo coração é que se pode sentir isso que “É” e compreendê-lo de forma profunda. Só pelo coração podemos perceber isso que é imperceptível aos sentidos psicofísicos e Cristo é isso, a existência que faz tudo existir. Cristo é a seiva que dá vida a arvore e sem a qual ela não existiria, mas o confundiram com a árvore (madeira) por isso não entenderam. Cristo é a luz do sol que brinda a vida sobre a terra, mas não é o sol. Cristo é aquele que se manifestou por meio de Jesus e que não foi crucificado porque ninguém pode atentar contra a vida, somente contra a forma física em que ela se manifesta.

Cristo não é a religião e a religião é uma prisão e não contém o Cristo, Cristo é a verdade e somente aquele que o encontra é verdadeiramente livre e este pode ser um religioso.

Foi isso que os apóstolos sentiram em Pentecostes, quando receberam esta Substância Cristo, por meio do Espírito Santo. Sentiram-se como se estivessem acordado de um sonho. Lembraram-se que haviam caminhado ao Seu lado e não O reconheceram. Reconheceram o homem e acharam que Ele iria libertar os Judeus, mas não o Cristo, a Consciência Universal. Apenas quando despertaram, compreenderam tudo.

Quando viram o Cristo pela primeira vez, após a morte de Seu corpo, não o reconheceram. Nem as mulheres o reconheceram, mas depois do advento de Pentecostes, eles não precisavam vê-lo, pois o sentiam dentro deles. Foi por isso que Pedro se sentiu modificado, consciente, pleno e dirigiu-se à multidão e todos os entenderam, todas as línguas, porque Cristo está em todos.

Esse é o Cristo. Não o discurso falado. É antes o perdão para toda culpa e a libertação de todo o mal. Quando se encarna esta substância Cristo se pode dar vida onde não tem, curar as doenças e liberar de toda opressão. Compreender o mistério da vida e da morte porque ele mesmo é o mistério.

Quem encarna o Cristo, entende o que é Deus, pois se transforma Nele e Nele vive. Foi isso que Jesus disse: “Quem vem a Mim vai a Deus e quem vai a Deus vem a Mim, por que Ele e eu somos um só”.
Enio Chiappetti

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