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Artigos Semanais
Quem é o Cristo I
28/05/2014

Ao ler a obra “Quinto Evangelho”, de Rudolf Steiner, publicado em 2007 pela editora Antroposófica, percebemos que nós cristãos não entendemos nada do Cristo. Percebemos também que os eruditos que se opuseram ao cristianismo, não entendiam nada do Cristo. No entanto, o cristianismo triunfou.

Os sábios da época de Jesus e, pois apóstolos, não entenderam o Cristo e todo o tempo foram contra Ele. Ao longo da História até a Igreja criada pelos seus seguidores não o entenderam a ponto de perseguirem outras religiões e povos que se opuseram a suas idéias.

Na verdade, a Igreja contraditoriamente trabalhou contra o Cristo, especialmente nas cruzadas e mais tarde na “Santa Inquisição”, continuando a trabalhar contra o Cristo. Ele ensinou e praticou a irmandade, o amor, a tolerância, a compaixão e em especial, o perdão aos erros.

Todos fracassaram, os eruditos fracassaram, Roma fracassou, os opositores fracassaram, os intelectuais da época alguns se renderam ao Cristo e sobreviveram mesmo apenas falando contra ou favor dele, outros simplesmente fracassaram. A própria Igreja Católica com todas as aberrações, só sobreviveu pelo nome do Cristo, não por suas obras.
Quem é Cristo? Que fenômeno é esse que mudou a história da humanidade a ponto de dividi-la em: Antes e Depois de Cristo?

O Cristo é algo que transcende o intelecto e a razão, por isso os intelectuais não o compreenderam e os eruditos se confundiram. Cristo se propaga, não pelo entendimento, aja visto que seus apóstolos não eram letrados, ao contrário, homens simples com pouca formação, com exceção de Paulo que veio mais tarde. Os demais eram pescadores. Cristo se propaga de outra forma, que não está no intelecto e sim no “coração”.

Foi pelo coração que se propagou, e pelo coração se manteve, mesmo quando os donos da Igreja cometeram absurdos, o Cristo permaneceu e permanece intacto.

Quem é o Cristo? O que é este fenômeno de popularidade e comportamento que ultrapassa a compreensão dos próprios cristãos e conquista a admiração dos que se opõe a Ele? Qual fenômeno histórico pode ser comparado a isso?
Os cristãos mataram os cristãos (Bruno Giordano era cristão dominicano). Roma não se cansava de matar cristãos e ao mesmo tempo via se multiplicarem cada vez mais. Enfim, rendeu-se diante desse fenômeno e quis apropriar-se dessa porção mágica. A Igreja se opõe ao Cristo quando mata os próprios cristãos, mas os que se opõe à Igreja católica O adoram.
O desenvolvimento cultural, social e político do mundo ocidental se deu pela inspiração do Cristo. O próprio capitalismo se desenvolveu, teve sua aceitação, inicialmente na Inglaterra e posteriormente nos Estados Unidos e o mundo, pelo Cristo que é uma sustância espiritual. (Os protestantes, por exemplo, pregavam que caia bem aos olhos de Deus o progresso material e a riqueza. os que possuíam bens eram privilegiados por Deus).

Darwin e Haeckeel criaram a teoria evolucionista, combatendo as idéias da Igreja. Tornaram-se conhecidos. Eles que se opuseram ao Cristo mas são conhecidos em suas idéias pelo Cristo.

Copérnico e a ciência moderna queriam provar que o mundo não foi criado e sim se desenvolveu por um processo evolutivo natural demonstrando que os fenômenos da natureza podiam ser explicados e previstos, são frutos Daquele que aprenderam a chamar de Cristo. (E eu, ao escrever “Daquele”, modifico a forma de fazê-lo, pondo letra maiúscula no início da palavra, por Ele).

Quem diz que Galileu Galilei, combatendo o geocentrismo (A terra, sendo o centro do universo) não foi inspirado por Ele? Afinal não foi Ele que disse: “Na casa de Meu Pai tem muitas moradas”.

O cristo, sem ter criado uma religião, produziu o cristianismo. O cristianismo, sem entender o Cristo, se apossa Dele e com isso produziu aquilo que nasce de Sua oposição.

Cristo continua a produzir fenômenos, mas por certo Ele não é estes fenômenos. Estes fenômenos são criação nossas, interpretando erroneamente o que é o Cristo. Então quem é Cristo?

Enio Chiappetti

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