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Artigos Semanais
A Miséria da Riqueza
23/04/2014

Como entender o acúmulo de riqueza de determinados homens poderosos, que não são capazes de contribuir com os outros e sempre buscam ter mais e mais? Para ter mais, não se dão conta que ao mesmo tempo perdem a gratidão e a alegria daqueles que poderiam ajudar?

Aquele que é capaz de distribuir seus bens em favor do próximo recebe verdadeira fortuna, na vida além da vida física, além de desfrutar da gratidão dos que favoreceu.

Aquele que retém seus bens para gerar fortunas, deve distribuí-los após a morte. Mas sem a satisfação e a alegria dos favorecidos. A riqueza espiritual está nos gestos, no carinho, na gratidão, na compreensão, no amor ao próximo e não na riqueza material.

A riqueza material serve para adquirir riqueza espiritual, mas não pode ser levada para o outro lado da vida.

A riqueza muitas vezes somente muda de conta, nem sequer muda de banco, e no vai e vem dos papeis que simboliza a riqueza, muitos são prejudicados e o pior, não realiza nem uma obra que eterniza a vida, ao contrário, às vezes, são capazes de matar para ter mais riquezas.

Como entender as nações que fazem a guerra em nome da paz?

Como entender os que tomam dos outros para ter?

Como entender os que atacam para se defender e os que matam para viver?

A paz não está no fim da guerra, ela está no interior de cada indivíduo como num resultado de seus atos. "Dando é que se recebe". Disse Jesus.

Aquele que quer ter verdadeiramente deve dar.

Aquele que quer viver deve possibilitar a vida.

Aquele que quer se defender deve saciar as necessidades daquele que pode ser seu agressor.

Pois o planeta é "um" astro entre todos os elementos (terra, água, fogo e ar) formam a vida sobre a terra e entre todos os homens formamos o corpo da humanidade. Tudo está perfeito e harmônico. Somente o homem em sua individualidade, por medo ou por ganância, destrói para ter. Fundamenta sua alegria e felicidade na desgraça dos outros, infelizmente. Nos estádios, por exemplo, quando uma torcida vibra de felicidade, os adversários choram de tristeza.

Esses homens que vivem para si trabalham para si, constroem para si, ganham para si, tentam comprar amor e ternura, buscam ininterruptamente satisfazer seus desejos. Na verdade, vivem uma grande ilusão. Tanto é assim que o sentido de sua existência só é percebida após a sua morte, quando os herdeiros repartem seus bens.

Como diz Jorge Adoum: "O homem que vive recebendo sem dar, colhendo sem semear, é como porcos, não têm nenhuma utilidade, se não depois de morto. E desta maneira, como no açougue os clientes disputam pelo melhor pedaço, também os herdeiros se despedaçam entre si para obter o maior pedaço da fortuna".

Essas pessoas, a história não guardou seus nomes, pois eles nunca existiram, passaram sem serem vistos. Já os homens que aprenderam a viver para si e para os demais são lembrados e condecorados pela história.

Mas os homens que se esqueceram de si para servir a humanidade, que nunca pensou em receber nada, deram suas vidas, sacrificaram seus desejos e seus interesses passam a ter a admiração dos outros, são insubstituíveis. A história se curva diante deles e são capazes de mudar o destino da humanidade.

A morte é para todos. Isso é inevitável. Mas como se sentiram esses poderosos e tacanhos após suas passagens? Como se sentiu, Jesus? Como se sentiu um Mahatma Gandhi? Como vamos nos sentir nós após nossa passagem?

Cada um escreve sua história. O livro da vida está aberto para nós e podemos reescrevê-lo continuamente. Lembremos que cada atitude gera uma consequência e que no final o que fica é o resultado, certo ou errado, bom ou mau, alegria ou tristeza, dor ou felicidade. Ainda a tempo de se fazer boas escolhas!

Enio Chiappetti

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