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Artigos Semanais
Mecanismo de Destruição
29/01/2014

Aprendemos que o ser humano é resultado daquilo que vê, escuta, lê, toca etc. Segundo Immanuel Kant, o real não é a matéria, mas a impressão que ela causa em nós. Quando vemos um filme, a impressão que ocasiona em nós a cenas vistas no cinema é que é real e não o filme em si. Em outras palavras, o filme fica no cinema, mas as impressões carregamos pelo resto de nossas vidas.

Quando as impressões são de violência, revolta, traição, abusos, dependência, e persistirem no indivíduo, ele têm grandes possibilidades de se converter naquilo que apenas viu. Essas cenas vão se impregnando em sua mente e o converterão em um homem violento e desprezível. Como se diz, me diz com quem andas e dir-te-ei quem és.
Criamos um sistema em que a necessidade da sobrevivência e a satisfação dos desejos, sobre plantaram a boa moral e a ética a ponto de pôr em perigo nossa sobrevivência.

Em nome de uma cultura civilizada, dos direitos e liberdade de expressão, seja ela escrita ou falada, da expressão corporal ou televisionada, estamos permitindo a brutalidade em todas as formas de perversidades. Vejamos os livros mais vendidos no mundo, os filmes mais assistidos, os programas de televisão que fazem mais sucesso e nos certificamos que passam a produzir estímulos à violência, à excitação de uma sensualidade banal sem limites.
Em nome da arte e dos direitos, cria-se um espelho em que se vê toda essa criação de vícios, desordem, violências, abusos, roubos, ganâncias, refletidas em nossos lares. Esses magnatas ambiciosos, inescrupulosos e degenerados, criaram uma rede de entretenimento na qual se vê aprisionada a consciência da juventude.

Da mesma forma como a indústria da doença, que ganha fortunas em cima da dor e sofrimento alheio, os meios de comunicação enriquecem com a exploração e usurpação da consciência mental, emocional e corporal dos seres humanos. Incluindo os “vampiros espirituais que compreenderam a estranha fascinação pelo profano e pelo macabro” de pessoas ignorantes que já não encontram satisfação em suas vidas e precisam de excitação extrema para se sentir estimulados.
Não nos apercebemos que nosso mundo se tornou um cenário macabro de genocídios, revoltas, bombardeios, assassinatos, matanças gratuitas, arrastões, assaltos, violência familiar, anarquia, quebra-quebra generalizado e, por último, o ‘rolezinho’ nos shopping que trazem insegurança e medo à população.
Tudo isso foi criado nos programas de TV e nos cinemas que para prender a atenção do cidadão desavisado, arrancam sangue das telas. Agora, essa realidade invade o cotidiano da vida real e concreta de todos. Tornou-se nossa vida, aquilo que os degenerados, obcecados e gananciosos pela fortuna criaram nas telas. Poucos se dão conta. Será que nossa juventude está comprometida, comprometendo nosso futuro?

Acredito que num tempo muito próximo, iniciará uma campanha contra essa forma insidiosa e distorcida dominante pelas quais a maioria das pessoas vem sendo seduzida pelas mentes doentias. E se não houver a rebelião contra esse tipo de abominação, nossa civilização estará comprometida, assim como foram às raças Lemuriana e Atlante e mais recente, Sodoma e Gomorra, Roma de Nero etc. e de tantas outras.

Enio Chiappetti

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