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Artigos Semanais
A mudança que esperamos
10/04/2013

Existiu no antigo Egito um personagem chamado de Thoth, que é tido como um Deus, "o senhor de toda a palavra, de tudo o escrito, ou intérprete das palavras divinas". Era de uma sabedoria que transcende ao conhecimento atual e a de todos os sábios, a ele se atribui a seguinte colocação:

Só aquele que governa a si próprio pode governar os outros.

Só aquele que é livre pode libertar. O Homem é feito de luz e a Luz é do Homem.

Será difícil a transmutação do indivíduo? É difícil ser bondoso, compassivo, amar, trabalhar, construir e criar um mundo cada vez melhor? A dificuldade é que temos uma natureza dualista. Deus e Lúcifer, ambos estão em cada um de nós. Este confronto entre a glorificação amorosa e egocentrismo destrutivo nos obriga a usar o livre arbítrio.

Se não tivéssemos que optar entre o bem e o mal não haveria degraus a subir e nossa eterna viagem para o Criador, mas em certos estágios devemos dar um salto e transmutar nossa alma. Como? Amando sem restrições. A energia da vida, a energia cósmica faz o resto.

Chega a humanidade a um tempo em que não há mais espera ou transcendemos esta condição medíocre em que nos encontramos ou seremos tragados por nosso egoísmo e secados por nossa soberba. Devemos sair da ignorância tribal e absorver todos os conhecimentos inerentes ao despertar do homem, sob pena de desaparecer esta civilização.

Como disse Thoth e eu pergunto: É difícil ser bondoso, compassivo, amar, trabalhar, construir e criar um mundo cada vez melhor? É mais fácil ser destrutivo, ganancioso, degenerado do que ser amoroso, bondoso e empolgante? O que leva o homem a fazer esta escolha pela destruição? Esta dualidade, é bem verdade, nos oferece a possibilidade de crescimento e isso não podemos negar, mas corremos o risco de fracassar.

Não da mais para esperar, a natureza está cobrando do homem uma atitude superior e se ele não der respostas positiva ela, a natureza, se encarregará de por um fim a este desequilíbrio.

Francisco Ortiz fala:
Assim como nossos mais antagônicos credos políticos e religiosos se apóiam em inúmeras pseudo-verdades estáticas que lhes são comuns, os homens que não conseguem viver sem o apoio de um determinado credo são escravos de uma época.
Para conhecer a verdade, mesmo que não a possamos viver plenamente, devemos renovar-nos diariamente. Liberdade é renovação diária. Liberdade é a transmutação permanente de nossas almas, é a chave definitiva do progresso e da paz universal.

Para ser livre devemos, antes de viver por ai como nos desejamos, é nos libertar dos hábitos e costumes que nos escravizam. Para ser livre é antes de poder ir e vir, ver se este gesto não é mais uma fuga do que liberdade. Para ser livre, temos que viver e a única forma segura de viver de forma livre são morrer em si mesmo, em cada um de nossos defeitos, como diz Samael, para nascermos nas virtudes necessárias para uma nova vida plena e abundante de felicidade.

Em verdade vos digo, disse Jesus, se não nasceres de novo, não entrarão nos reinos dos céus. É isso, e quem se apresenta no cenário da vida para morrer? Todos querem viver, viver seus desejos, suas fúrias e seus egoísmos, então como haverá mudanças?

Esperamos uma solução e que ela seja para o bem de toda a humanidade. Mas ela não virá de fora, cada homem deve salvar-se a si mesmo e assim salvará a humanidade.

Enio Chiappetti

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