Login
Artigos Semanais
Jesus como Homem
09/01/2013

Jesus foi um homem tão pleno e completo que se torna difícil de separar o divino do humano. Este ser Humano era perfeito em tudo e raramente se desequilibrou ou se sentiu abalado e quando isso aconteceu, era por muito pouco tempo, pois Ele tinha uma prática que o ajudava e muito a resolver essas questões da personalidade. Você ouviu dizer que Jesus gostava de subir as montanhas e ficar só? Pois era isso que Ele fazia quando tinha que compreender algo ou encontrar solução para algum tipo de problema humano ou mesmo para estar a sós e no silêncio de Sua alma encontrar-se com Deus.

"A devoção de Jesus à vontade do Pai e ao serviço do homem, representou mais do que a decisão mortal e a determinação humana; foi uma consagração de todo o seu coração, à outorga de um amor sem reservas".

Ao subir as montanhas, Ele isolava-se do mundo da matéria a qual pertence à personalidade humana e conectava-se com seu Ser e nesse ato abrandava-se em espírito e crescia em sabedoria e amor. No silêncio da montanha, Ele se harmonizava e com isso permitia a presença dos fluídos divinos, tanto de seres como do Pai celestial. Essa é uma prática que Ele aconselha realizarmos. Todos aqueles que estão especialmente entregues a causa espiritual na missão de servir a Deus, servindo a seus irmãos.

Jesus cresceu muito estando na terra "como um homem, tanto quanto um Deus". Como homem, na realização de Sua missão redentora e de permitir ao criador viver a experiência humana Nele. Insisto nisso. Deus viver como humano em Jesus Seu filho e como homem.

"Que pena que a própria religião fosse ser tão mal interpretada a ponto de esconder dos mortais atribulados o Jesus humano! Que as discussões sobre a humanidade ou sobre a divindade do Cristo não obscureçam a verdade salvadora de que Jesus de Nazaré foi um homem religioso que, pela fé chegou a conhecer e a fazer a vontade de Deus; ele foi o homem mais religioso que já viveu na terra".Como ser divino foram imensas as Suas conquistas. Foi aqui que Ele ganhou o titulo de
"Comandante Soberano" deste universo. Jesus é o ser mais grandioso, sublime e completo que habita o universo e isso se deve a Sua encarnação nesse mundo. Portanto Jesus como Deus, tornou-se um Deus muito mais poderoso e muito mais divino.

Jesus de Nazaré não deve mais ser sacrificado, nem mesmo ao conceito esplêndido do Cristo glorificado. Que serviço transcendente seria prestado se, por intermédio dessa revelação, o Filho do Homem fosse retirado do túmulo da teologia tradicional para ser apresentado como o Jesus vivo, à igreja que leva o seu nome e para todas as outras religiões! Seguramente a irmandade cristã de crentes não hesitaria em fazer os ajustes de fé e de práticas de vida, que a capacitassem a poder "seguir o"Mestre na demonstração da sua vida verdadeira de devoção religiosa, a fazer a vontade do seu Pai e à consagração ao serviço desinteressado dos homens. Será que aqueles que chamam a si de cristãos professos temem criar uma irmandade auto-suficiente e de respeitabilidade social não consagrada, será que temem o desajuste econômico egoísta? Acaso a cristandade institucionalizada teme que a autoridade eclesiástica tradicional esteja em perigo, ou mesmo que seja arruinada se o Jesus da Galiléia for restabelecido nas mentes e nas almas dos homens mortais, como o ideal de vida religiosa pessoal? Em verdade, os reajustes sociais, as transformações econômicas, o rejuvenescimento moral e as revisões religiosas da civilização cristã seriam drásticas e revolucionárias se a religião viva de Jesus pudesse subitamente suplantar a religião teológica sobre Jesus.

A Igreja tem uma preocupação desnecessária em preservar a parte humana de Jesus e exaltar a parte divina como se a pessoa humana Dele prejudica-se o "poder" da igreja diante dos homens. Como se a Igreja se enfraquecesse. O Mal talvez esteja em que as autoridades religiosas querem tornar-se dona da vida de Jesus e impõe para isso às condições que poderia lhes dar tais poder. É isso que nos parece. Por que o medo de ser descoberto o homem que Ele foi, se isso somente nos aproximaria mais Dele e Seu ideal humano-divino, estariam em nosso alcance?

"Seguir Jesus" significa compartilhar pessoalmente a fé religiosa dele e entrar no espírito da vida do Mestre, consagrada ao serviço desinteressado dos homens. Uma das coisas mais importantes, na vida humana, é encontrar aquilo em que Jesus acreditava, é descobrir seus ideais e lutar para a realização do seu propósito elevado de vida. De todo o conhecimento humano, o que é de maior valor é poder conhecer a vida religiosa de Jesus e como ele viveu-a.
O povo comum ouviu Jesus com alegria, e será de novo sensível à apresentação da sua vida humana sincera de motivação religiosa consagrada, se essas verdades forem novamente proclamadas ao mundo. O povo ouvia-o com alegria porque ele era um deles, um leigo despretensioso; o maior de todos os instrutores religiosos foi, em verdade, um leigo.

Não deveria ser a meta dos crentes do Reino imitar literalmente os aspectos exteriores da vida de Jesus na carne, mas sim compartilhar a sua fé; confiar em Deus como ele confiou em Deus e acreditar nos homens como ele acreditou nos homens. "Jesus nunca discutiu, fosse sobre a paternidade de Deus, fosse sobre a irmandade dos homens; ele foi uma ilustração viva da primeira, e uma comprovação profunda da segunda".

Seguir Jesus é fazer exatamente como os homens devem fazer para progredir da consciência do humano à compreensão e realização do divino, pois foi o que Ele fez, ascendeu desde a natureza de homem à consciência da natureza de Deus.
O maravilhoso, o esplêndido de Sua vida humana é exatamente o fato de ter sido registrado cada avanço do homem Jesus em direção ao Cristo divino. Esses estágios progressivos ficaram marcados pelos acontecimentos extraordinários subsequentes, até Sua crucificação, como homem entregue a Deus em obediência plena, mesmo nas piores adversidades. Na ressurreição, quando Ele disse a Tomé, "ainda não podeis me tocar, pois devo ir ao Pai para que Ele me Glorifique", isso mostra Seu passa decisivo em direção a glória. Posteriormente, em nova aparição Ele disse: "Eis que fui ao Pai e Ele me glorificou", agora somos um só. "Aquele que vai ao Pai vem a Mim e aquele que vem a Mim vai ao Pai, porque "agora" somos um só". Este é o exemplo que Jesus nos deixou e que não pode ser ocultado por nenhum poder, por mais poder que tenha e por nenhum ser, pois, para se proteger por trás deste poder, estará cometendo o maior "pecado" religioso que se pode cometer.

Com a adoração do Cristo, perdemos o Jesus humano que é exatamente o modelo que devemos seguir, para também chegar ao divino como nos prometeu. "Aquele que Me segue, faz as mesmas coisas do que Eu, e muita mais ainda".
Ele nasceu como uma criança de forma normal e comum a todas as crianças de Seu tempo; Foi tendo consciência de Sua missão; Tornou-se um mensageiro; Nas manifestações que acompanharam o seu batismo, o Divino se fez no homem; As experiências no monte da Transfiguração assumem o poder universal; Na ressurreição do corpo físico, a vitória plena e absoluta sobre a matéria; Na Sua ascensão espiritual, a glória; No abraço final do "Pai do Paraíso, conferindo-lhe a soberania ilimitada do seu universo". Isso fez Jesus, isso Ele quer que façamos.


Baseado no livro Urantia
Enio Chiappetti

Data
Artigos
As páginas deste site são acompanhadas com músicas que elevam a consciência.