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Artigos Semanais
Como era a fé e o relacionamento de Jesus com o Pai
12/12/2012

Em O Livro Azul, falamos da fé como uma substância, e como tal ela existe. Como substância pode ser transferida de uma parte a outra e era isso que Jesus fazia quando curava. Ele dizia "tua fé te curou"! Ele transferia sua fé àquela pessoa e a levava acreditar que seria curada.

A fé não é crença, ela é a certeza de que Deus atende a seus filhos quando estes se ligam a Ele pela fé. Costumo dizer que a fé é como uma ponte que liga as margens de um rio. Se você não tem, terá por certo todo o sofrimento de atravessar barranco a baixo, rio adentro e barranco a cima, enfrentando todas as adversidades.

Meu mestre me ensina que a fé deve ser consciente e acrescida de obra, assim como um apostador que tem fé de ganhar, mas não aposta, aquele que acredita, mas não move os meios para realizar seu intento, jamais poderá efetivá-lo. A "fé sem obra é fé morta" diz meu mestre. A obra é o meio pelo qual o fato se dá. Assim Jesus dizia: "Levanta-te e anda", nós devemos trabalhar na certeza que realizaremos tal obra, pela fé em Deus. Como isso irá realizar-se, é com Deus. Jesus não se preocupava como Deus iria resolver aquilo, seja um leproso, paralítico, etc., Ele simplesmente ordenava: "levanta-te e anda".

No caso de Jesus, Ele ordenava e confiava que Seu Pai que estava no Céu, providenciava a realização. Seja através de Seus anjos, ou a um comando consciente a vida inteligente daquele corpo. Deus está em todo o lugar e se o filho se une a Ele pela fé, este mesmo Deus que em tudo está e é tudo, transforma-se para satisfazer um desejo sincero de Seu filho que Nele confia.

Como um ser humano via a Deus como sendo santo, justo e grande, assim como verdadeiro, belo e bom. De certa forma guardava uma inocência com relação ao Pai, por isso todos esses atributos da divindade, ele os focalizava na sua mente como a "vontade do Pai no céu". O Deus de Jesus era, ao mesmo tempo, "O Santo de Israel" e "O Pai vivo e amoroso do céu". O conceito de Deus, como um Pai, não foi original de Jesus, mas ele exaltou e elevou essa idéia como uma experiência sublime, realizando uma nova revelação de Deus e proclamando que todo ser mortal é um filho desse Pai de amor, um filho de Deus.

Jesus não se apegou à fé em Deus como o faria uma alma que se debate em luta contra o universo ou que se agarra à luta de morte contra um mundo hostil e pecaminoso; ele não recorreu à fé meramente como uma consolação em meio a dificuldades, ou como um conforto em meio à ameaça do desespero; a fé não era apenas uma compensação ilusória para as realidades desagradáveis e os sofrimentos da vida. Ao enfrentar todas as dificuldades naturais e as contradições temporais da existência mortal, ele experimentou a tranqüilidade da confiança suprema e inquestionável em Deus e desfrutou a imensa emoção de viver, pela fé, na própria presença do Pai celeste. E essa fé triunfante foi uma experiência viva de realização real do espírito.

Pelo fato de Jesus ter vivido a experiência humana e da forma com que a viveu, criou uma forma diferente de fé e de como esta fé é na relação com o Pai. Não só na terra, mas em todos os outros mundos da criação local descobriram um tipo novo e mais elevado de religião, baseada em relações espirituais pessoais com o Pai Universal e totalmente validadas pela autoridade suprema da experiência pessoal genuína. Sua fé e Seu relacionamento com o Pai eram mais do que uma reflexão intelectual e ao mesmo tempo não era uma forma mística.

Sua fé e o modo com que se relacionava com o Pai, (Deus) derrubou por terra tudo o que se sabia até então, neste e em todos os outros mundos de existência humana e que se utilizaram para se relacionar com o invisível.
A sua fé era tão clara e real que, desde Sua vinda, não permitiu quaisquer dúvidas espirituais e destruiu efetivamente todos os desejos conflitantes. Tudo era tão simples e natural que nada e ninguém se atrevia a duvidar de Seu relacionamento com Deus.

Texto extraído do Livro "A Vida na Terra e a Trajetória Humana"
De Enio Chiappetti

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